segunda-feira, 8 de junho de 2009

Panorama


No tempo que assistia o mundo
dependurada nos pés de ameixa

Eu rodopiava canções bonitas em companhia do meu amado e saboreava maças do amor nas festas juninas e tinha um estoque de bilhetes apaixonados...

Contudo,
o tempo nada deixa

Onde estão as paisagens
que eu ria do arvoredo?

Pra ser só, me sobrou coragem
desisti do uso do amor placebo

sábado, 16 de maio de 2009

O que sei do que sou


Sou fruto que sorri o meu maduro
a qualquer boca esfomeada

nau sem bússola
que sabe o caminho
buscando coragem nas paradas

devastadora de almas virgens
mendiga de entender o outro

Faço fronteira com o impossível
desfilando paixões por trigo e por
joio

Coleciono saudades, esperanças
e buquês
Um estoque de amanhãs, panoramas
e porquês

No ventre
um filho que ainda não tem pai
nem vida, nem certeza

Nos pertences
delírios em excesso pra qualquer ocasião
papel , lápis e batom

Eu sou poeta
amante dos futuros

a retina que dobra a
esquina
em busca de assunto

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pra não dizer que não falei das dores


Ainda não chegou o tempo
da colheita de estrelas
e te vejo apressado em luzir

Distraio-me no balé esverdeado
de vaga-lumes brilhando pequenos
e em bando

Você semeia engano,
eu escolho sorrir

O egoísmo é coisa natural

E quando voltar a me furtar
estenda flores em meu varal



Ps: Imagem retirada do blog: http://reclinada.blogspot.com/2008_10_01_archive.html

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Festa em mim





Não. Não foi de repente
mas não me pergunte quando
que dei pra ser contente
quando estamos nos olhando

É uma festa dentro de mim!

E se assim pareço fria,
é por não saber o que dizer
mas muito me contentaria
te nomear meu novo você

E seria outra festa dentro de mim!



Imagem retirada do site:
www.textolivre.com.br/poemas/3678-seducao

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ainda Agora


Ela brincou de dor debaixo da chuva
alimentou-se das gotas dos temporais
olhou seu corpo e encontrava-se nua
vestida apenas com seus somados ais

Brincou de cabra cega com o passado
usou a venda nos olhos como amuleto
tateou e experimentou sabor amargo
saturou-se de brincar de ser brinquedo

Restos de lágrimas molhavam seu colo:
-É tarde,
mas ainda é agora!

E brincou de roubar coroas dos reis
reaprendeu a ser nua com estranhos
recomeçou a brincar de era uma vez
ignorando teses do seu olhar castanho

Restos de sorrisos enfeitavam seu rosto:
-É tarde,
Mas ainda é agora!


Barbara Leite


Poema musicado por Heitor Branquinho!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Engana?



Há gana!
Acidentes ocidentais...

Em Gana
Ocidentes acidentais!


Barbara Leite

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Tez necessária


Da lástima em forma líquida
sobra o rímel escorrido na face

judia!

Envergo(nho)-me
pelas chibatadas
rumo ao campo
de concentração

E de novo tentar entender
é correr atrás da sombra
(vão)

Rosto borrado
atualmente antigo

A guerra nada mais é
que a menina que rouba risos