sexta-feira, 16 de maio de 2008

Na luz de todo dia



Renasço diariamente
na ousadia do despertador
Renasço quando erro
e no compromido de Anador

quando abafo o meu berro
amansando grandes fúrias
indenizada em canto negro
surpreendida por bitucas

Há um novo nascimento
na melodia de um som
meu remédio pra lamentos
vida longa aos mil tons

Não tenho motivo pra apuro:

minhas dores graves
amenizadas em agudo


Barbara Leite

5 comentários:

Rodolfo Mieskalo disse...

Gostei!

Beijo

Marina Franciulli disse...

Ainda acho que é uma homenagem moskiana! hahaha
"Você me dói agudo e isso é grave"

Bitoca

Eduardo C. Mendonça disse...

Não te apures, apenas grave na memória: teu grito plurisilábico de inconformismo
vale mais que uma ópera.

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Grita desafinado
agudo estridente
o galo da(o) (a)manhã:
É hora de acordar pra vida!

Cada amanhecer,
uma nova oportunidade
Em cada canto,
um novo despertar de gente

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Tudo que toca a alma é melodia pro coração! Bj Du

Pedro Rossi disse...

Lindas palavras que cantam ao nosso ouvido.
Lindo.
Pedro Rossi - Blog Clube da Esquina

gutipoetry disse...

Minhas dores graves em agudos!
o verdadeiro apuro da sensibilidade contra a mediocridade reinante!
Parabéns! Bárbara!
Esqueça as bitucas!
Te dou um maço de Camel!