quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Desequilíbrio



É só um novo labirinto
e um pouco de desgaste
outro tanto de desgosto

tentar entender o que sinto
que faz essa sensibilidade
transformar-se no oposto

Prefiro disparar lanças
a cultivar câncer

Perdoe essa agressão em escudo
eu lhe quero tanto bem

-Alguém com piedade
Salve-me desse ridículo
Amém !

Deve ser porque estava escuro
e não senti o perfume dos lírios

Talvez porque é maio
E em mim, nenhuma flor

Só raízes de novembro
E agora nova dor

5 comentários:

Cel Bentin disse...

a história nos dias nos faz um tetraedro mesmo. Às vezes, como dados de rpg, com mils faces, damos de tombar repetidos num mesmo numero; outras, caímos na visão oposta deles. O interessante aí, é aceitar o direito de sentir e se caber no paradoxo do sentido e da vontade do sentimento. Mais vale se consumir em dor absoluta pra exorcisar o momento, que, nunm instante de gabarito-cristão, renegar a percepção dos fatos e posar de ser elevado na foto. A tua poesia administra isso. Lembrei de mim-comigo em algumas passagens. Que o verso continue arrepiando. Vida e entendimento. Paz, bem e uma maré gostosa de aconternecimento! Inté! Bjo

Voz de Eco disse...

Lindo Bábara. Quando leio algo que me toca profundamente é mais dificil ainda comentar.
Fico no elogio rasgado.

Beijos

Voz de Eco disse...

Sou apaixonada por esse!

gutipoetry disse...

Todo desvio é um atalho, uma sedução, um ponto de desequilíbro que pode nos levar à loucura ou a completa redenção. Bem situdo Bárbara!

gutipoetry disse...

Todo desvio é um atalho, uma sedução, um ponto de desequilíbro que pode nos levar à loucura ou a completa redenção. Bem situdo Bárbara!